A vida é cheia de
ciclos e de rupturas. Não existe um momento único de amadurecimento e
aprendizado. Eles são vários, uns mais intensos do que outros, mas sempre
plurais. E ainda bem que o são. Eu defino estes meus momentos como as fases da
Lua. De forma milenar a Lua sempre foi referência e para mim desde criança: passo horas a olhando.
Passei por mais um ciclo esta semana, apenas não consigo perceber claramente em qual fase me encontro. Exercitei, no decorrer dela, o observar as pessoas: vi se havia paixão em suas palavras. E se sua defesa tinha sustendo na solidariedade. Ou se apenas falavam para mostrar que são diferentes. Ou para enfatizar sua inteligência arrogante. Ou se falavam muito porque não sabiam o que dizer.
Passei por mais um ciclo esta semana, apenas não consigo perceber claramente em qual fase me encontro. Exercitei, no decorrer dela, o observar as pessoas: vi se havia paixão em suas palavras. E se sua defesa tinha sustendo na solidariedade. Ou se apenas falavam para mostrar que são diferentes. Ou para enfatizar sua inteligência arrogante. Ou se falavam muito porque não sabiam o que dizer.
Ou se falavam
buscando a comunicação, a interação e o sentimento.
Eu não queria traçar nenhum diagnóstico sobre tais observações, mas acabei pensando muito sobre o assunto.
Eu não queria traçar nenhum diagnóstico sobre tais observações, mas acabei pensando muito sobre o assunto.
Um transeunte leu
um trecho de um pensamento que escrevi e me interpretou ao seu próprio olhar,
sem olhar-me. Curioso! Fiquei ouvindo-o falar atenta aos detalhes: os palavrões
que pronunciava desnecessário. As frases curtas para solucionar questões
emblemáticas. E o único tema de interesse mútuo que tínhamos, ele conseguiu
segregar. Eu não me defendi, nem quis
dizer o porquê daquele meu escrito. Eu apenas ouvi. Confesso que fiquei
incomodada com a imagem de uma pessoa fazendo uma análise sobre mim sem levar em
consideração o entorno. Foi aí que eu mudei de fase. Fiquei do outro lado.
Existem muitas
formas de encontros e desencontros.
Palavras sem alma, eu reconheço e dispenso. Compreender o outro é o Ato.
Apontar o problema apenas é simplório, cansativo e perverso.
Infelizmente, o
afeto, na sua forma plena é ignorado e banalizado em algumas e muitas relações. E o que
deveria ser premissa humana acaba
tornando-se comportamento dos quase extintos.
É no diálogo bem
construído que se apresenta novos horizontes. Nele nos erguemos, aprendemos,
sorrimos, festejamos, choramos, e continuamos nessa peleja fortalecidos na
reciprocidade.
E eu sou necessitada
de diálogos. Um resgate ao Afeto!
E Um brinde à
minha nova fase!

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