Lembrei
agora de uma aventura que vive nas férias. Eu adoro cachoeiras. Um amigo
querido indicou-me uma que é das mais lindas do Brasil. Eu quis conhecê-la. O
trajeto era péssimo, íngreme, distante. Vários obstáculos pelo caminho, animais
peçonhentos, trilhas estreitas e ameaça de tempestade. Eu, em certos momentos,
tremia de medo e o guia dizia: quer voltar? E eu sempre respondia, rindo de
mim: “Tenho medo, mas sou valente!” Se eu voltasse, de que valeria o esforço
que tinha feito até aquele momento?
A vida
é assim. Tenho medo, mas sou valente.
Não
posso ameaçar voltar agora, pois estou no meio do trajeto.
Não
posso querer voltar, porque alguém me partiu o coração.
Não
posso querer voltar, porque me senti só.
Não
posso. Não tenho o direito de deixar tantas pessoas olhando meu retrocesso.
Não
posso negligencia meus ideais
Não
posso subestimar.
Não
posso banalizar minha identidade.
Não
posso violentar minha essência.
Pessoas
podem decepcionar, me ferir a alma... mas ainda assim amarei.
E
sempre, sempre que o Amor me chamar,
Eu
irei!

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