domingo, 21 de abril de 2013

...Não posso voltar.


Lembrei agora de uma aventura que vive nas férias. Eu adoro cachoeiras. Um amigo querido indicou-me uma que é das mais lindas do Brasil. Eu quis conhecê-la. O trajeto era péssimo, íngreme, distante. Vários obstáculos pelo caminho, animais peçonhentos, trilhas estreitas e ameaça de tempestade. Eu, em certos momentos, tremia de medo e o guia dizia: quer voltar? E eu sempre respondia, rindo de mim: “Tenho medo, mas sou valente!” Se eu voltasse, de que valeria o esforço que tinha feito até aquele momento?

A vida é assim. Tenho medo, mas sou valente.
Não posso ameaçar voltar agora, pois estou no meio do trajeto.
Não posso querer voltar, porque alguém me partiu o coração.
Não posso querer voltar, porque me senti só.
Não posso. Não tenho o direito de deixar tantas pessoas olhando meu retrocesso.
Não posso negligencia meus ideais
Não posso subestimar.
Não posso banalizar minha identidade.
Não posso violentar minha essência.
Pessoas podem decepcionar, me ferir a alma... mas ainda assim amarei.
E sempre, sempre que o Amor me chamar,
Eu irei!



Nenhum comentário:

Postar um comentário